Te
esperei tanto tempo, naquela velha janela eu ficava olhando pra rua pra ver se
você voltava, foram dias de inverno os mais frios que chegaram a congelar meu
coração.
Eu
fica lá olhando todos passando por mim naquela velha calçada e nada de você
voltar, mais também eu sabia que não voltaria à quem eu queria enganar, a mim
mesma talvez.
E
eu via todos passando por mim e eu lá parada no tempo, sentindo as lagrimas tão
frias congelando meu rosto, eu sentia todas as manhãs.
E
pouco a pouco fui percebendo que mesmo que o sol brilhasse lá fora naquela
nossa casa o inverno nunca acabava, e fui descobrindo que não havia nada que
pudesse fazer a não ser apenas aceitar.
Eu
sabia que mesmo que tentasse me libertar, daquela porta eu não passaria, porque
à muito tempo joguei a chave fora, talvez o sofrimento combine comigo e eu me
acostume, talvez.
Fizemos
tantos planos,e a nossa casa era quente, era diferente, tem alguma coisa
estranha aqui dentro,suas roupas espalhadas pelo chão,nossas fotografias, tudo
do jeito que deixou vai que você tenha ido ao supermercado e quando voltar
arrume a casa.
E à quem diga que o tempo
cure qualquer dor, à quem diga que a distancia faz o coração esquecer,
engana-se, pobre tolo.
Não à remédio nesse
mundo que alivie a dor da saudades,e não à tempo curador,não à feridas que se
cicatrizam, não à saída.
Talvez eu tenha me perdido à
muito tempo,talvez nem me ache mais, o inverno me tornou como uma folha seca
que o vento leva pra onde quiser, sem se apegar, sem sentimentos.
Eu passei minha vida toda
esperando você voltar, e passaria mais mil anos, pra ver o sorriso em
seus lábios e descobrir então que aquela tempestade acabou.
Eu te amaria até o infinito e
passaria a vida toda deitada ao seu lado fazendo nada, segurando sua mão,
amarrando ela junto com a minha , é meu jeito de amar, te fazendo ser só meu.
Eu não teria medo de
enfrentar nada se você estivesse do meu lado, mas não, na primeira ventania
suas mãos se soltaram da minha e eu te perdi, talvez você tenha soltado, nunca
saberei.
Fico aqui olhando as paredes,
falando sozinha, e lavando o travesseiro com minhas lagrimas, e tudo é em vão,
você se perdeu no caminho e não à um mapa que te traga de volta, e eu ? vou
ficar aqui aonde sempre estive, te esperando, vou ficar aqui porque não à dor
maior que a saudade, e essa dor me mata todos os dias.
Não precisa voltar, não quero
que veja a sombra que me tornei eu já me acostumei, vou ficando aqui lentamente
caindo com o vento é só mais uma tempestade, e você sabe não importa o quanto
dure um dia ela acaba.

Nenhum comentário:
Postar um comentário