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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Lembranças

Com os olhos embaçados ela olha e não acredita no que vê, então esfrega as mãos nos olhos e tem a certeza. O que eu fiz ontem a noite ? como vim parar aqui ? olha pra um lado, olha pra outro e não vê ninguém, Essa paisagem não me é estranha, diz ela- mais não consigo me lembrar da onde eu conheço.
Tem um rio muito grande mais a frente, uma montanha atrás e muitas arvores, mais não há ninguém habitando ali, então ela sai correndo sobe no topo da montanha e se senta, fica olhando o rio lá longe, e sem que perceba uma sombra lhe aproxima e lhe diz:
-Olá !
ela olha assustada, o que era aquilo,mais responde:
- Oi, quem é você ? o que eu estou fazendo aqui ?
Ele sorri, e responde:
-Aqui é sua imaginação ?
-E ela é tão simples assim (pergunto)
Ele olha pra um lado e outro e responde:
- Há anos que ela foi abandonada.
-Eu abandonei minha própria imaginação ? - pergunto indignada.
-Infelizmente sim- ele responde- à um tempo atrás aqui era o lugar mais perfeito do mundo, quando era criança você não saia daqui, havia vida, era tão colorido, um lugar magico e encantado, olhe lá perto do rio de um lado dele está ficando cinza.
-Porque está ficando cinza? - pegunto assustada.
-Você abandonou aqui não lembra ? - ele responde. E agora está ficando sem vida e aos poucos vai sumindo, igual à tudo que havia aqui.
E então ele me leva pra perto do rio, toca nas águas e diz:
-Lembra quando costumava vir pescar com seu pai aqui ?
Eu sorri, encantada e balancei a cabeça fazendo um sinal de sim.
-Lembra de como era antes? pense um pouco.
Então sentei com os pés dentro do rio, e não tive medo, porque sabia que dentro daquele rio não havia nada que pudesse me ferir, exceto os peixes que eu imaginava, mais eles eram todos sem dentes..
Fui fechando meus olhos e comecei a me lembrar de quanto eu era feliz lá, desenhava casas,animais, inventada amigos, criava historias e mais historias, e com todas essas lembranças comecei a molhar o rio com minhas lagrimas, quando abri meus olhos me surpreendi estava de volta a minha casa, era ainda 04:30 da manhã, não sabia o que havia acontecido de certo, se era um sonho ou realidade, mais corri até o porão, abri meu baú, que estava todo empoeirado e esquecido, peguei meus cadernos e comecei a escrever e a imaginar.


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